Salário emocional: O que valorizam os colaboradores além da remuneração?

Benefícios Extrassalariais

Benefícios para os colaboradores

Até há uns anos, o salário era o principal fator que os profissionais tinham em consideração na escolha de uma empresa para trabalharem. No entanto, parece evidente que esses tempos mudaram.

Sobretudo desde que a geração dos Millennials (pessoas nascidas entre 1981 e 1996) começou a entrar no mercado de trabalho, tornou-se mais notório que as pessoas procuram um maior equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional e que são mais exigentes relativamente às condições que as empresas lhes oferecem. Isso fez com que estes trabalhadores começassem a valorizar outros aspetos referentes à sua atividade profissional que não apenas a remuneração.

É neste contexto que surge aquilo a que se chama o salário emocional. Não sabe o que é? Descubra connosco este conceito.

O que é o salário emocional?

O salário emocional consiste num conjunto de incentivos que as organizações oferecem aos seus colaboradores com o objetivo de os motivar e que vão além da componente salarial.

São todos os benefícios não monetários disponibilizados pelas empresas que visam aumentar a satisfação dos colaboradores, garantir o bem-estar no local de trabalho e promover o seu envolvimento e sentimento de pertença à organização.

Basicamente, o salário emocional é uma forma que as empresas têm de demonstraram que se preocupam com os seus colaboradores e com a sua felicidade.

Tipos de salário emocional

Não existem duas empresas iguais. Cada organização deve olhar para a sua própria realidade (a sua cultura, os seus valores, os seus recursos, as suas políticas de benefícios) e definir a forma mais adequada de implementar o salário emocional para motivar os seus colaboradores.

Ainda assim, existem alguns tipos de salário emocional que são consensuais e que a sua empresa deve considerar:

  • Horários flexíveis: o mais importante é que os seus colaboradores terminem o seu trabalho devidamente e nem sempre isso precisa de acontecer entre as 9h e as 18h. Dê-lhes alguma flexibilidade de horários para que eles possam ir buscar os filhos à escola, ir ao ginásio ou para que consigam resolver um qualquer assunto da sua vida pessoal mesmo em horário laboral.
  • Teletrabalho: a exigência do teletrabalho durante a pandemia da Covid-19 veio demonstrar que a presença dos colaboradores no escritório nem sempre é imprescindível. Sempre que possível, e que eles prefiram trabalhar a partir de casa por algum motivo, conceda-lhes essa possibilidade.
  • Bom ambiente de trabalho: as pessoas passam uma grande parte do seu dia a trabalhar. Garanta que, durante esse tempo, os colaboradores se sentem acolhidos, envolvidos pela equipa e satisfeitos com o ambiente à sua volta.
  • Espaços e momentos de lazer: o bom ambiente de trabalho pode ser influenciado pelo próprio local de trabalho e pela rotina laboral. Se tiver espaço nas instalações da sua empresa, pense em criar um local de lazer onde os colaboradores possam relaxar e conviver.
  • Formação: adquirir novos conhecimentos e competências é uma excelente forma de manter os colaboradores motivados. Proporcione-lhes oportunidades de formação e mostre-lhes que se importa com o seu desenvolvimento pessoal e profissional.
  • Retribuição flexível e benefícios sociais: como já percebemos, a compensação pelo trabalho dos trabalhadores pode ir além da sua remuneração mensal. Aposte numa política de benefícios sociais como vales de apoio à infância, à educação ou para suporte de despesas de saúde, por exemplo, para que os seus colaboradores se sintam reconhecidos e apreciados.

Benefícios do salário emocional para as empresas

O salário emocional tem como objetivo aumentar a satisfação e a motivação dos colaboradores através de incentivos e políticas que vão além da remuneração. E quando os colaboradores estão mais motivados e satisfeitos, isso traz resultados muito positivos para as organizações:

  • Aumento da produtividade;
  • Maior capacidade de atração e retenção de talentos;
  • Redução do turnover;
  • Redução do absentismo laboral;
  • Otimização de recursos;
  • Melhoria do clima organizacional.

Claro que esta ideia de salário emocional não pretende desvalorizar a importância de uma boa componente salarial. As pessoas devem ser recompensadas de forma justa pelo seu trabalho. Porém, parece inegável que o dinheiro não é tudo e um bom salário pode não ser suficiente para atrair e reter o talento na sua empresa.

Pronto para dar os primeiros passos neste caminho onde salário monetário e salário emocional se unem?

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